São Petersburgo

Demorei mas voltei com o segundo e último post sobre St. Petersburgo. Dessa vez nosso passeio foi um tour pelo centro da cidade que começou pela Catedral de Santo Isaac construída 1818 e 1858 e que é enorme por sinal e tem capacidade para 14 mil pessoas.

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Para cobrir a cúpula dourada de mais de 21m de diâmetro, foram usados, nada mais nada menos, que 100 kg de ouro. Como diz uma amiga minha: um desbunde!

imageMas como o tempo é curto e a sapucai é longa, nada de visitar o interior que desde 1931 virou um museu. Também é possível subir até a cúpula e imagino que a vista da cidade de lá de cima valha a pena. Fica a dica para quem for visitar a cidade com mais tempo.

Passamos também pela Catedral Nossa Senhora de Cazã, que virou um museu das religiões, quando a Russia se tornou um Estado ateu após a revolucão socialista.

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Da cathedral seguimos para o Hermitage, um dos maiores museus do mundo com um acervo de cerca de 3 milhoes de peças que está distribuido em dez prédios, sendo o principal deles o Palácio de Inverno, que foi residência dos Czares até a queda da monarquia russa.

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Nossa última parada do dia foi a Catedral do Sangue Derramado, como a igreja fica um pouco mais afastada de onde estávamos, saímos pedindo informações às pessoas na rua. Mais fácil achar uma agulha num palheiro a conseguir uma informação na Russia!

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Impressionante! As pessoas nos viravam às costas e saiam andando, sem cerimônia, quando eram abordados. Alguns poucos faziam um gesto de que não entendiam ou estavam com pressa.

Como não tínhamos outra saída, continuamos na tentativa, até que uma senhora, toda querida e entusiasmada para usar o pouco inglês que sabia, nos ajudou. E não só nos indicou o caminho como ainda nos ensinou o falar o nome da Catedral em Russo, assim ficaria mais fácil conseguir alguma informação no decorrer.

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Ai ficou fácil, sempre que achávamos que estávamos no caminho errado abordávamos alguém na rua e lá ia um “Spasa na Krovi”  (não sei se é assim que se escreve, mas era assim que falávamos e deu certo) e logo nos indicavam o caminho.

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A catedral  tem o estilo da São Basílico de Moscou, com suas cúpulas pontiagudas e policromáticas, foi construída no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado em 13 de março de 1881. Dai vem o nome Catedral do Sangue Derramado.

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Ao lado da catedral tem tipo uma feirinha com várias barraquinhas de souveniers e artesanatos russos. Foi lá que comprei a minha mamuska,   ou matrioska como também são conhecidas aquelas bonequinhas de madeira que se encaixam uma dentro das outras.

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A cidade é linda e vale a visita!

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Peterhof – A corte de Pedro

Conhecer a Rússia acho que foi uma das coisas mais exóticas que fiz até hoje. Primeiro que o visto para o país não é tão simples de conseguir, segundo porque né, Rússia é toda enigmática, polêmica, meio que “odiada”por metade do mundo.

Tive a oportunidade de visitar St. Petersburgo duas vezes, quando estávamos na temporada do mar báltico. Na primeira fomos conhecer o Peterhof, (que significa Corte de Pedro em alemão) que são castelos e jardins construídos a mando de Pedro, o Grande entre 1714 e 1725.

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Pedro, o Grande, era bem narcizista ao meu ver já que adorava se homenagear dando seu nome às coisas. A própria cidade de São Petersburgo (Cidade de São Pedro) é mais uma prova disso. Quando a cidade foi fundada em 1703, ele deu a ela seu nome. Porém quando a Russia entrou em Guerra com a Alemanha eles mudaram o nome da cidade para Petrograd, pra se livrar da terminação alemã burg.

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Após a morte de Lenin, o nome da cidade mudou novamente para homenageá-lo e passou a se chamar Leningrad. Só em 1991 a população votou para restaurarem o nome original de São Petersburgo.

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Peterhof por sua vez também teve seu nome mudado na época da guerra pelo mesmo motivo e passou a se chamar Petrodvorets, mas assim como Sao Peterburgo, teve seu nome original de volta em 1997.

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E não foi só o nome que mudou com a guerra, durante a Segunda Guerra Mundial as tropas alemãs se estabeleceram em Peterhof para planejar o cerco a Leningrado. E, infelizmente, antes de deixar Peterhof as tropas deixaram o rastro de destruição. O Grande Palácio foi incendiado e muitas fontes destruídas.

Os jardins ficam a mais ou menos a 20km de distância de São Petersburgo e nós rachamos um taxi para irmos até lá, (cada minuto economizado era ouro na vida de tripulante com schedule sempre apertadíssimo) mas também tem opção de ir de ferry boat, que leva cerca de 30 minutos saindo do Palácio de Inverno, ou ainda, transporte público que também tem rotas regulares para lá.

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O parque é enorme, são mil hectares, dezenove palacetes e vilas e cerca de 120 fontes. É um passeio bem longo, mas como vida de tripulante é sempre super corrida nós só conhecemos o Palácio principal e a maior e principal fonte do parque “A Grande Cascata” que percorre um canal que deságua no mar Báltico.

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O passeio é muito interressante e fiquei super triste que não deu tempo de ver mais coisas, mas pensando pelo lado positivo pelo menos tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos parte dessa beleza que é também conhecida como Versailles da Russia.